Bolsa Família faz diferença

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Brasília – O Bolsa Família tem impacto positivo na trajetória educacional dos beneficiários do programa de transferência de renda do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Ao observar os índices de aprovação e abandono escolar dos estudantes da rede pública de ensino, o Ministério da Educação verificou que a exigência da frequência às aulas por parte do Bolsa Família faz a diferença.

A pesquisa observou que, no ensino médio, a aprovação dos beneficiários do Bolsa Família é maior do que a média nacional (81,1% contra 72,6%), enquanto no ensino fundamental os números são similares (80,5% de beneficiários aprovados contra 82,3% da média nacional).

Já nos indicadores de abandono no ensino fundamental, 3,6% dos beneficiários deixam a escola, contra 4,8% da média nacional. No ensino médio, os beneficiários que largam a escola são 7,2%, enquanto a porcentagem nacional é de 14,3%. Os dados se referem a domicílios identificados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) de 2006, pelo Censo Escolar Inep/Educacenso, pelo Sistema Presença de frequência escolar do Programa Bolsa Família e pelo Núcleo de Opinião e Políticas Públicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“O Bolsa Família impacta mesmo, mais que as outras variáveis, seja por exigir a presença, seja por implicar mudança de comportamento dos alunos, que melhoram até o vestuário”, explica um dos coordenadores da pesquisa, o professor Denilson Bandeira, do Instituto de Ciência Política da UnB. Segundo ele, os resultados ainda são preliminares, já que um relatório mais avançado está sendo elaborado.

“Ainda não se pode dizer que mais tempo em sala de aula implica resultados positivos no desempenho do aluno, mas a tendência é que isso venha a ocorrer”, afirma Bandeira. Por enquanto, pode-se dar como certa a importância, no processo, da escola, do professor, do diretor e dos pais. Principalmente o professor”, avalia Bandeira.

Ministro pede mais debates sobre agenda da educação

Palmas – Uma visão sistêmica da educação (que considera todos os níveis, etapas e modalidades com a mesma prioridade) deve ser adotada como política de Estado, e não de governo – e o país precisa avançar nessa discussão. A observação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante reunião plenária da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), sexta-feira, em Palmas, capital do Tocantins.

“Também chegou o momento de ir além do discurso sobre a importância da educação para o desenvolvimento do pais”, defendeu o ministro. “É preciso ultrapassar os limites que impedem esse desenvolvimento, principalmente no que se refere à desigualdade social”, ressaltou. Segundo Haddad, a solução é um maior investimento na educação. “Antes, pensava-se que a desigualdade se relacionava ao mundo do trabalho; hoje, sabe-se que se relaciona à educação.”

Para o ministro, as universidades federais precisam debater essas questões e ajudar a construir a agenda da educação para os próximos anos. Haddad lembrou aos reitores que o perfil dos alunos de ensino médio, principalmente advindos de escolas federais, está mudando. “Queremos que o aluno de ensino médio seja capaz de pensar sozinho, de não ter medo do novo, de ser inovador e empreendedor, por meio da prática e da experimentação”, disse.

Na visão de Haddad, as universidades devem olhar para o atual modelo político-pedagógico colocado pelas escolas federais de ensino médio, para entender o perfil dos alunos e elaborar currículos de cursos de graduação cada vez menos burocráticos e mais criativos.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br

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